Bingo_Do_Capacitismo
Audiodescrição da cartela do Bingo do capacitismo
● Frente da cartela

Cartela vertical com fundo azul escuro e uma tabela azul clara com 4 colunas e 5 linhas. No topo, à esquerda, em branco, “Falas capacitistas”. Cada quadrante em branco, apresenta uma frase: 1 ”Cuidado com a escada, deixa eu pegar sua mãozinha para ajudar”. 2 ”Coitado, deve sofrer tanto tendo isso! Que dó deve ser viver assim.” 3 “Ela corre mesmo sem uma das pernas, um exemplo de superação!” 4 ”Nossa você vai para o trabalho sozinho mesmo sem enxergar?” 5 ”Ele é portador de necessidade especial”. 6 ”Você já namorou ou transou?” 7 ”Só porque tem um cordão de girassol tem atendimento prioritário?” 8 ”Comprei na banca daquele ceguinho”. 9 “O autismo dela é bem leve, quase não dá pra saber. “ 10 “Eu ajudei aquele deficiente a superar sua dificuldade”. 11 ”Espera aí que eu vou te ajudar a atravessar”. 12 ”Como que o surdo vai curtir o show?” 13 ”Ele sofreu acidente e ficou inválido”. 14 ”Ela tem uma filha com síndrome de down, guerreira!”. 15 ”Ele não vai conseguir concluir o curso porque tem deficiência”. 16 ”Jesus tem a cura para você, basta acreditar.” Em um espaço central da tabela, a marca do Gotas de acessibilidade e inclusão, um logotipo com um desenho de uma gota d’água humanizada azul clara, com sobrancelhas, olhos, boca e mãos azuis escuros. Os olhos estão fechados e, como um abraço, as mãos envolvem “Gotas de Acessibilidade e Inclusão” em branco. No rodapé, sobre fundo branco, quatro logotipos: o do NAI – Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, da Fundação Cecierj, e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e o do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
● Verso da cartela

Cartela vertical com fundo cinza e uma tabela branca com 4 colunas e 5 linhas. No topo, à esquerda, em branco, “Crenças estereotipadas”. Cada um dos 16 quadrantes apresenta uma crença estereotipada contida nas frases de mesmo número apresentadas na frente da cartela: 1. Superproteção e infantilização. PcDs adultos têm autonomia e não devem ser tratados como criança. 2. Pena. A deficiência não é uma tragédia que define a vida da pessoa. 3. Adoração exagerada. Atletas PcDs também precisam de treinamento especializado. 4. Presunção de incapacidade. PcDs têm autonomia para conduzir a vida profissional. 5. Termo ultrapassado. A pessoa não “porta”, ela tem. O termo correto é “pessoa com deficiência” 6. Intimidade desrespeitosa. Perguntas pessoais são invasivas. 7. Conflito entre direito e privilégio. Acessibilidade é um direito, não uma concessão. 8. Termo ofensivo. Usar diminutivo é uma forma de reduzir. O termo correto é “cego”. 9. Deficiência vinculada à aparência. Deficiência ou neurodivergência não tem aparência. 10. Síndrome de salvador da pátria. Oferecer ajuda é um ato humanitário para qualquer pessoa. 11. Ajuda imposta. A ajuda é um ato de respeito, não de caridade. Se a pessoa recusar, não insista. 12. Presunção da limitação. Vivências culturais devem ser acessíveis e inclusivas para todas as pessoas. 13. Termos pejorativos. A deficiência é uma característica que não impede vida plena. 14. Supervalorização dos cuidadores. Acompanhar PcDs não é um ato heroico.15. Presunção de incapacidade. PcDs têm direito à educação. 16. Deficiência vinculada à doença. Deficiência não é uma doença para ser curada. Em um espaço central da tabela, a marca do Gotas de acessibilidade e inclusão, um logotipo com um desenho de uma gota d’água humanizada cinza, com sobrancelhas, olhos, boca e mãos pretos. Os olhos estão fechados e, como um abraço, as mãos envolvem “Gotas de Acessibilidade e Inclusão” em branco. No rodapé, sobre fundo branco, quatro logotipos: o do NAI – Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, da Fundação Cecierj, e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e o do Governo do Estado do Rio de Janeiro.